Jason Upton
Filho de pais adotivos, Upton cresceu em Minneapolis, no
estado de Minnesota e começou a cantar aos 15 anos de idade. Desde então tem
dedicado a vida ao louvor e à adoração.

Into the Sky
Uma das mais lindas músicas de Jason Upton
Lagoinha.com: É a sua primeira vez em Belo Horizonte. Quais são suas
expectativas sobre o tempo que vai passar aqui?
Jason: Estou muito empolgado em estar em Belo Horizonte pela
primeira vez. Sou amigo de Dan e Marti Duke há anos e encontrei com muitas
pessoas que me disseram que Belo Horizonte é o centro da adoração [a Deus] da
nação brasileira. Estou empolgado para orar e adorar com o público mineiro.
Lagoinha.com: O que você espera da Conferência Clamor pelas Nações?
Jason: Espero que possamos
adorar, orar e nos tornar intensos diante da presença viva de Jesus.
Lagoinha.com: Como
você vê o cristianismo no Brasil?
Jason: Os cristãos no Brasil são apaixonados! Minha oração é que
aprendamos a adorar em Espírito e em Verdade. Que nosso caráter e
comprometimento sejam semelhantes à nossa paixão e adoração.
Lagoinha.com: As letras de suas composições são adorações profundas, como
a música “Fly”. Como você vê a música Cristã? A música evangélica tem se
tornado refém da indústria da música?
Jason: A música “Fly” é um momento espontâneo capturado. A
intenção nunca foi transformá-la em uma “composição”, como a música “In your
presence”, que é uma oração musicada. Já em relação à segunda pergunta sobre a indústria
da música, entendo que a indústria em geral mantém a criatividade como refém. A
indústria é uma máquina. Seguir a Jesus é ser criativo. Somos moldados e
formados pelo Mestre Oleiro! Não somos forjados por uma máquina. A misericórdia
é imprevisível. Deus é imprevisível! A indústria faz as coisas totalmente
previsíveis, porque a indústria é sobre eficiência e rapidez. Seguir a Jesus é
ser imprevisível e geralmente mais vagaroso do que gostaríamos. Então, temos
que escolher quem vamos seguir: o Deus vivente, amoroso e criativo ou a
máquina!
Lagoinha.com: Você canta desde os 15
anos de idade. Pela sua experiência o que mudou na música cristã nos últimos
anos?
Jason: A adoração se tornou menos trinitária, menos íntima e mais
dualista do que quando eu era criança. O foco hoje é mais no império de Jesus
conquistando o mundo. Não estou dizendo que esse foco é completamente errado.
Os humanos sempre querem conquistar o mundo! Mas o modo como vivemos e como
conquistamos é através do poder do amor. O “caminho de Jesus” tem que levar de
volta à adoração e na maneira como vivemos. Somos uma nação santa. Nossa
expressão de adoração precisa revelar a diferença entre o caminho de Adão, o
caminho de Caim, o caminho de Jacó (isto é, o caminho do mundo), e o caminho de
Jesus.
Lagoinha.com: É impossível entrevistar você e não perguntar sobre a
experiência na qual você cantou com um anjo, durante a gravação do CD
“Remember”. Por favor, nos conte um pouco sobre isso.
Jason: Não me lembro de ter cantado com um anjo, em si. Quer
dizer, eu não disse “Senhoras e senhores, por favor, deem boas vindas a Gabriel
ao palco”! (Risos). Um garoto me disse que ele viu um anjo em pé atrás de mim
na noite em que o CD “Remember” foi gravado. Quando ouvimos a gravação, notamos
um som que parecia de um garoto cantando em um tradicional “coral de meninos”.
De acordo com o engenheiro, claramente aquilo não era um som harmônico. Não sou
gnóstico. Acredito que estamos na presença de anjos. Acredito que o céu é uma
realidade a um passo de nós. Contudo, mais importante que isso, é que creio na ressurreição
de Jesus. Creio que Ele está sempre presente. Portanto, presumo que não
seria estranho se um anjo se juntasse a nós enquanto cantamos.
Ao mesmo tempo, não quero que os anjos sejam ressaltados aqui.
Não deveriam ser. O Reino dos Céus não é para “pessoas especiais”. Antes, o
Reino dos Céus está presente para toda a humanidade aqui e agora. Meu trabalho
é fazer as pessoas se conscientizarem dessa realidade. Não precisamos fazer
propaganda e fazer acreditar. O Reino de Deus é uma realidade presente. Precisamos vivê-la
como ela é.
Lagoinha.com: Muitas pessoas duvidam que uma pessoa possa ter cantado ao
lado de um anjo. Você acredita que parte dessa incredulidade é causada por uma
falta de ações sobrenaturais hoje em dia?
Jason: Muitas pessoas duvidam
que uma virgem deu à luz, da ressurreição de Jesus, da comunhão dos santos, da
vida eterna! Pessoas podem levar isso em conta com os pais da igreja e os
escritores de “Nicéia” e o credo dos apóstolos. Quero viver uma vida que vem de encontro aos credos com o ensino
mais ortodoxo. A ideia do mistério não é uma coisa nova. Antes, mistério é uma
realidade antiga e fundamental dentro do Cristianismo Ortodoxo.
Manipular ou usar termos como “angelicais” só para fazer parecer
que “eu sou especial e os anjos cantam comigo” é gnóstico. Eu acredito que o
Gnosticismo é uma heresia. Então, vou deixar claro: eu não sou gnóstico… Eu simplesmente
acredito na realidade presente do Reino dos céus aqui na Terra. Acredito na
proximidade de Deus.
Lagoinha.com: Você é um filho adotivo, pode compartilhar um pouco sobre
essa experiência?
Jason: Amo ser adotado. Entendo comunidade e família dentro do corpo de
Cristo de um modo real e tangível pelo fato de ser adotado. Por exemplo, estar
conectado a família de sangue é uma experiência recente para mim, com o
nascimento dos meus filhos. Meu pai, que me adotou, sempre me dizia: “Jason,
assinei um contrato para ser seu pai. Sou legalmente ligado a você. Eu nunca poderei renegá-lo ou
deserdá-lo”. Aquelas palavras desenvolveram o jeito como eu vejo ser adotado
por Deus.
http://www.lagoinha.com/ibl-noticia/seguir-jesus-e-ser-imprevisivel-diz-jason-upton/
Entrevista:
Érica Fernandes
Tradução:
Natália Celle
Ouça Jason upton no site
http://www.deezer.com/album/7002686
Deus sempre é correto gentil e cumpre seus planos louvado seja o seu nome, sua glória aleluia pra sempre!
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